O 3º dia foi o mais agitado! Saímos cedo do hotel para irmos à tradicional feira de San Telmo. O trajeto foi feito de metrô, em uns quinze minutos apenas. A região tem muitos andarilhos, na verdade, a maioria é de bolivianos que saem do seu país, e vão sem nenhum tipo de instrução, moradia ou expectativa de emprego em Buenos Aires e assim acabam indo para nas ruas. E na região tem uma associação de amparo aos bolivianos.
Quando chegamos ao nosso destino, nos deparamos com uma feira que vende tudo quanto é lembrança da argentina, enquanto que no meio da praça principal, alguns artistas dançam tango. E olha que em matéria de qualidade, eles não ficaram devendo nada para os artistas de “teatro”.
Um pouco antes do almoço pegamos um ônibus que ia para o bairro da Boca. Os ônibus em Bs. As. são engraçados, pois não tem roletas e sim uma máquina em que o passageiro coloca as moedas correspondentes ao valor da passagem, por isso, dá até para ir sentado por um bom tempo do trajeto, para depois pagar a passagem. Lógico, que como não há fiscalização, os motoristas aproveitam para pegar algumas passagens para si, como nós presenciamos.
Chegando ao bairro, vimos de longe o estádio de La Bombonera, do Boca Juniors, que se destaca no meio das construções pela sua imponente cor amarela. Eu particularmente soltei um sorrisão, só de saber que iria mais tarde entrar no estádio para assistir a partida entre Boca Juniors e San Martín, de Tucumán – norte do país.
Em seguida, passeamos bastante pelas estreitas ruas com casas coloridas, que criam o charme que faz deste bairro, o mais visitado pelos turistas.
É uma região gastronômica e cultural de Buenos Aires. Encontramos desde um sósia do Maradona, até muitos dançarinos de Tango e outros ritmos musicais do país, até um cara com uma jaqueta do Motorhead.
Depois de fazermos as fotos, procuramos alguns restaurantes para almoçar. Os preços não são lá muito baratos, mas o clima da região, manda o turista ficar mais um pouco em La Boca, mesmo que somente para almoçar.
Já eram 16h e precisávamos voltar para o centro da cidade, pois queríamos passar pela famosa calle Florida - o calçadão deles - fotografar o Obelisco e voltar para o hotel, para descansar e a noite irmos ao jogo.
Pegamos o colorido ônibus da linha 29, que ia para o centro. Como esse ônibus dá muitas voltas na região até chegar ao centro, aproveitamos para conhecer mais lugares durante esse trajeto.
Finalmente, passamos nos principais pontos turísticos do centro, Obelisco e Calle Florida, fizemos muitas fotos, eu aproveitei para comprar livros de história da cidade e achei uma loja que vendia flâmulas de times de futebol por $ 5 pesos. Em um minuto comprei de dez times. Na verdade, livros que contam histórias de cidades e qualquer coisa relacionada a futebol, são dois hobbys que tenho.
Ficamos uns minutos ainda olhando o movimento intenso de carros no cruzamento das avenidas 9 de julho e Corrientes, antes de pegarmos o metrô.
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