sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Porto Alegre

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O São José avançou para a segunda fase da Copa do Brasil, e dessa vez, jogou em Porto Alegre diante do Internacional e eu novamente acompanhei o time.
Saímos um dia antes do jogo, dia 21 de novembro, bem cedo de São José dos Pinhais, já que a viagem até a capital gaúcha duraria cerca de dez horas.
Durante todo o trajeto, feito pela Br-376, sempre tivemos a bela presença do litoral catarinense, até chegarmos em Porto Alegre, já no final da tarde.
De noite, saímos para jantar e voltamos para o hotel, já que a região onde ficava o hotel não era muito segura.
Mas no dia seguinte, eu e mais três jogadoras do time, alugamos um taxi e fomos conhecer a cidade. Cruzamos o centro, o mercado municipal, fizemos uma parada no estádio e no museu do Grêmio, ambos muito bonitos e organizados, para finalizarmos o passeio no morro mais alto da cidade, onde estão as emissoras de televisão de Porto Alegre. Lá é possível ver toda a cidade.
Depois, voltamos para o almoço e finalmente fomos para o estádio Beira-Rio. O campo do Internacional lembra muito o do River Plate, em Buenos Aires, pois é imenso, mas bem mau conservado.
O São José eliminou o Internacional com a vitória de 1x0. Logo em seguida, 18h, embarcamos para Curitiba, chegando no dia seguinte, lá pelas 8h da manhã.




segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Florianópolis

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Como eu sou jornalista esportivo, de vez em quando, aparecem algumas viagens a trabalho, e no final de 2007, acompanhei o time de futebol do São José, de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, na I Copa do Brasil Feminina.
A primeira viagem foi para Florianópolis, no dia 01 de novembro onde no dia seguinte, aconteceria a partida.
A viagem de ônibus foi legal e rápida. Depois de chegarmos no hotel, descansei um pouco e fui passear pela cidade. Conheci toda a parte o estreito e a ponte Hercílio Luz, infelizmente não deu tempo de ir para a parte da Ilha, mas já valeu a pena estar nesta cidade, que é uma das mais bonitas do Brasil.
No dia seguinte, que era o do jogo, choveu muito na cidade e ainda somado a falta de tempo, não me permitiu conhecer outras partes da cidade.
Quanto ao jogo, no Orlando Scarpelli, o São José venceu o Figueirense, por 7x0 e avançou de fase.
Na volta, apenas uma parada para o jantar, e logo em seguida seguimos rumo a Curitiba.



sexta-feira, 20 de outubro de 2006

Montevidéu

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No dia 19 de outubro, seis dias após o meu aniversário, eu mesmo me dei um presente. Acompanhar o Atlético em Montevidéu, no Uruguai, na partida diante do Nacional, pelas quartas de final da Copa Sul Americana. O jogo era no dia 20, e a viagem começou no dia 20, uma terça feira, bem cedinho. Paguei R$ 130, mas como não era uma viagem tão longa, com 25h em cada trecho, deu para economizar como comida mais do que para a Argentina.
A viagem foi muito legal, porque o ônibus fez o trajeto pela Br-376, que corta todo o litoral catarinense, que só por si, já atrai muitos turistas. Fomos até Porto Alegre para pegar a Br-116, e então, até o final da rodovia, na cidade gaúcha de Jaguarão. Chegamos neste local, de madrugada, estava muito frio e não tinha absolutamente ninguém nas ruas da pequena cidade.
Ao contrário do que aconteceu na fronteira com a Argentina, para entrar no Uruguai os responsáveis pela viagem não precisaram distribuir camisas para os guardas. Foi tão tranquilo, que nem do ônibus precisamos sair para mostrar os documentos.
Já em solo uruguaio, dormi toda a madrugada, para acordar por volta das 7h30, quando o ônibus parou em um pequeno vilarejo para os passageiros tomarem café.
Praticamente ninguém tomou café, pois não me recordo direito o que tinha na comida do local, mas sei que era ruim.
Seguimos viagem, e em torno das 9h30 já estavamos entrando em Montevidéu. A primeira impressão, foi de estar passando por bairros abandonados, por causa das casas muito antigas e descuidadas, entretanto, mais adiante, já próximo ao centro, a visão era diferente, com ruas bem movimentadas e inúmeros prédios, e em bom estado de conservação.
A impressão que tive, é que Montevidéu é uma cópia de Buenos Aires, só que com 1milhão e meio de habitantes (que é a quantidade da população da capital uruguaia).
Fomos direto para o estádio Parque Central, onde aconteceria o jogo. Logicamente, que eu não fiquei muito tempo parado, pois fiz amizade com o motorista do clube, que me levou para conhecer um pouco a cidade. Passamos pelo centro, por uma rua somente de comerciantes brasileiros e depois fomos ver o Estádio Centenário. Não pude entrar, porque na noite anterior tinha ocorrido um jogo da Seleção Uruguaia, por isso, o estádio estava fechado para limpeza. Mas fiz fotos na frente do local e ainda em uma praça na frente.
Depois, a parte mais legal do passeio, foi na praia de Montevidéu. A praia não é muito extensa, mas é bem limpa e bastante frequentada, mesmo estando frio.
Depois voltei para o estádio para ir ao jogo, que o Atlético venceu de virada por 2x1nos minutos finais.
Se na Argentina, não tivemos nenhum susto, na saída do jogo em Montevidéo, o ônibus da torcida saiu rápido, isso lá pelas 19h30, já que os torcedores da casa tentaram brigar com os atleticanos.
Com a grande agilidade do motorista, saímos das estreitas ruas em volta do estádio e já em uma grande avenida, tudo ficou tranquilo e voltamos para o Brasil.
No meio do caminho, apenas uma parada demorada em Itapema, no litroal de Santa Catarina, e em torno das 22h do dia 21, eu já estava chegando em casa e relembrando a grande aventura.






sábado, 30 de setembro de 2006

Buenos Aires

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Em setembro de 2006 realizei um grande sonho, ao conhecer a cidade dos meus sonhos, e que nunca pensei que pudesse ser realizado. Conhecer Beunos Aires!
Na verdade, somando os fatos eu achava que dificilmente iria conhecer a capital porteñha, mas o primeiro passo foi dado pelo Atlético, que eliminou o Paraná Clube na fase "brasileira" da Copa Sul-Americana. Quanto a viagem não me animei muito, pois só sabia que uma parte da torcida ia de avião, que ainda não tinha pacotes para a Argentina, tão acessíveis como hoje em dia.
A oportunidade apareceu quatro dias antes da viagem, quando a torcida organizada resolveu ir de ônibus. Quando eu liguei para a sede da torcida, nova decepção, pois não tinha mais lugares. Entretanto, minutos depois aconteceu uma desistência e fui informado pelo telefone. Resultado: Em uma hora já estava na sede comprando a passagem, que custou R$ 120.
Na segunda feira, por volta das 23h30, o ônibus saiu com 33 torcedores. Eu conhecia somente o Guilherme, que fez faculdade comigo. Antes de pegar a Br-116, a ônibus parou em um hipermercado para comprar cerca de 200 latas de cerveja para a viagem, mesmo com um frio de quase 10º.
Alguns minutos depois, já estavamos na Br rumo à Buenos Aires.
Por volta das 5h30 chegamos em União da Vitória para tomar um café e seguir em frente. Durante toda a viagem a cerveja correu solta, mas eu era um dos poucos que não bebia coisas alcoólicas.
Por volta das 11h da terça feira, estavamos em Passo Fundo, onde pegaríamos uma outra rodovia, essa sim, indo para a fronteira.
Essa foi a parte da viagem mais cansativa, pois de Passo Fundo até Uruguaiana, é praticamente uma reta, com viagem de quase treze horas. Mas a paisagem é bonita, com muitos campos no caminho dos jesuítas, como é denominado este roteiro. Passamos por São Borja (terra do ex-presidente brasileiro Getúlio Vargas, Santo Angelo e São Luis, onde o motorista parou para xerocar os nossos documentos - coisa que deveria ser feita no embarque.
Ainda paramos em Itaqui, para um pit-stop. Na verdade, a única refeição de verdade que a torcida fez, foi ir em um buffet, neste mesmo posto, só que na volta.
Lá por meia-noite, finalmente chegamos em Uruguaiana, na fronteira dos dois países.
A parada em Uruguaiana demorou muito, pois os guardas argentinos não queriam deixar a torcida passar, alegando que a Duana só funcionava pela manhã, mas entre um "brinde" aqui e outro ali (leia-se camisas do Atlético), após quatro horas já estavamos do outro lado, em Passos de los Libres.
Não vi muita coisa durante a madrugada, pois dormi bastante. Acordei às 7h, para tomar banho quente em um posto de gasolina. Curioso é que o chuveiro funciona com uma moeda de $ 0,50, igual aquelas antigas de telefone de Curitiba. O banho dura sete minutos, em um ambiente muito limpo e seguro.
Depois não durmi mas e vi muita coisa interessante, desde minis-caminhões tombados na beira da estrada, mas sem gravidade, até a refinaria da Petrobrás, na beira da estrada.
Na quarta feira, a "civilização" começou uma horas antes de Buenos Aires, na cidade de Zaráte, que fica a beira do começo do Rio da Plata. Aliás, como a ponte que cruza o rio é usada por trens, ela começa bem antes do Rio, por isso, quando atravessa ele, a altura é impressionante.
Ao finalmente chegar em Buenos Aires, fiquei feliz ao ver os grandes prédios, ruas bem espaçosas e uma limpeza impressionante. Bem semelhantes mesmo a Curitiba. Foram uns quarenta minutos até chegar na Universidade de Buenos Aires, onde ficaríamos "escondidos" da torcida do River Plate.
A torcida chegou bem antes do jogo, mas não podia ser notada, já que os barrabravas -como são conhecidos os torcedores do River, são muito briguentos, principalmente contra brasileiros.
Por ser jornalista eu era o único que podia sair do ônibus e dar uma volta pelas redondesas. Eu andei um pouco pela região de Nuñes, já que precisava ir ao estádio buscar a minha credencial para cobrir o jogo do gramado.
Não andei muito, mas o suficiente para matar a minha vontade e conhecer um pouco da cidade.
Durante o tempo que tinha para o começo do jogo, conheci a região ao redor do estádio e toda a estrutura do estádio, que tem até uma escola infantil (é muito normal os times argentinos terem algum tipo de obra assistencial e educacional).
Na hora do jogo, já tinha feito amizade com muitos torcedores argentinos, funcionários do clube, como o Daniel, que disse já conhecer Curitiba, pois ele participou de uma peça de teatro, em um dos festivais de Teatro de Curitiba. Ele falou quando, mas não me recordo que ano foi isso. Só para informar: O festival de teatro de Curitiba é um dos principais do país.
Assisti o jogo, que terminou 1x0 para o Furacão. Com o resultado, o Atlético entrou para o seleto rol de times brasileiros que conseguiram vencer o River Plate, em pela Buenos Aires, fato que quem conhece futebol, sabe que muito difícil acontecer uma vitória quando um time estrangeiro joga contra um time argentino, na cada do rival.
Na volta, mais dormi do que fiquei acordado, mas a animação no ônibus era grande por causa da vitória atleticana. A chegada em Curitiba aconteceu na sexta feira de manhã, e como moro perto da BR-116, pude chegar antes em casa sem precisar ir para o centro de Curitiba. Que para variar, estava frio e chovendo. Eu vim com minha mala, traveseiro e coberta debaixo de chuva para casa, mas valeu cada minuto dessa viagem inesquecível.